quarta-feira, 26 de abril de 2017

CURSO DE EXTENSÃO: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DISCURSIVOS FOUCAULTIANOS

Duração do curso: de 22 de MAIO a 07 de AGOSTO

Local: UEM, Bloco G-34, Sala Walter Pelegrini
Às segundas-feiras, das 13h30 às 17h30 - (dia 26/06, das 19h às 23h)

Público: professores da rede pública, graduandos e pós-graduandos.

Coordenação:
Prof. Dr. Pedro Navarro


INSCRIÇÃO ONLINE: www.dlp.uem.br 

Investimento: R$ 50

quarta-feira, 5 de abril de 2017

PALESTRA


"ÉTICA EM PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS: DISCUSSÃO DA RESOLUÇÃO 510/2016-CNS"

Local: UEM, bloco G34

Período de Inscrição: 03/04/2017 A 10/04/2017 

Mais informações: ple.uem.br 

segunda-feira, 27 de março de 2017

SEMINÁRIO DE PESQUISA

"Análise do Discurso: história e fundamentos", com o Prof. Dr. Cleudemar Alves Fernandes (UFU-MG).

Mais informações: PLE - UEM

segunda-feira, 20 de março de 2017

SIMELP

Pesquisadores do GEF apresentarão seus trabalhos em simpósio internacional em Belém, Portugal.

Link do evento: SIMELP
Alguns links interessantes:

1º)
Livros de Michel Foucault em pdf

2º)
Informações Geopolíticas do Brasil

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

16/02/2016 - Início dos trabalhos 


segunda-feira, 16 de março de 2015


"Foucault na Bahia: a liberdade nunca é demais"



quarta-feira, 12 de março de 2014

V Colóquio da Associação Latino-americana de Estudos do Discurso
(ALED-Brasil)
Análise de Discurso: novos canteiros de trabalho?
UFSCar, São Carlos, SP

29 a 31 de maio de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

PARTICIPAÇÃO DO GEF-UEM EM EVENTOS
2013


ADÉLLI BAZZA



Trabalho apresentadoA Polêmica discursiva na constituição do sentido de Sustentabilidade em uma peça publicitária.

Natureza: apresentação oral de trabalho e resumo.

EventoVII Congresso da Abralin

Local: Natal - RN


2º 

Trabalho apresentadoModalidade e Objetivação do idoso: um sujeito de direitos

Natureza: comunicação oral e resumo.

EventoIV CONALI 

Local: Maringá - PR


 

Trabalho apresentadoCaso Pierre Riviére: noções introdutórias sobre construção e manipulação de 'corpus' discursivos a partir do conceito foucaultiano de arquivo.

Natureza: mini-curso (com a parceria da integrante do GEF-UEM, Andréa Zíngara)

EventoIV CONALI 

Local: Maringá - PR

Data: 06/2013


 

Trabalho apresentado Formas de designar o idoso: um jogo discursivo de saberes.

Natureza: apresentação de painel

EventoX Congreso de la Asociación Latinoamericana del Discurso (ALED)

Local: Ciudad de México

Data: 10/2013


5º 

Trabalho apresentado Subjetivação no discurso de sujeitos idosos em contexto de estudos na UNATI – UEM. 

Evento8 SPLE , promovido pelo programa de Pós-Graduação em Letras da UEM.

Local: Maringá - PR

Data: 11/2013


 

Trabalho apresentado A pessoa idosa em duas peças publicitárias: uma análise interacionista.

Evento IV Simpósio Internacional de Letras e Linguística – SILEL

Local: Uberlândia - MG

Data: 11/2013



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PARTICIPAÇÃO DO GEF  EM EVENTOS
2013

HOSTER OLDER SANCHES

Trabalho apresentado: O dispositivo da sexualidade: A necessidade da confissão no discurso da AIDS em 1988”.
Natureza: apresentação e resumo.

Evento:  CONALI (Congresso Nacional de Linguagens em Interação).

Local:  Evento realizado na Universidade Estadual de Maringá – UEM – Maringá – PR.

Data: 05, 06 e 07 de junho de 2013


Natureza: apresentação e resumo.
Evento: DCIMA ( I Colóquio Internacional Mídia e Discurso na Amazônia/II Encontro de Análise do Discurso da Amazônia).
Local: Belém – PA, câmpus da Universidade Federal do Pará – UFPA.
Data: 07,08 e 09 de agosto de 2013.

Trabalho apresentado: “DISPOSITIVO DE SEXUALIDADE E O DISCURSO SOBRE A AIDS NO BRASIL DOS ANOS 1980”
Natureza: apresentação da pesquisa da dissertação.
Evento: 8º SPLE (Simpósio de Pós-graduação em Letras).
Local: Evento realizado no câmpus da Universidade Estadual de Maringá – UEM – Maringá – PR.
Data: 13 e 14 de novembro de 2013.

Trabalho apresentado:
Natureza: artigo em anais, apresentação e resumo.
Evento: SILEL (XIV Simpósio Nacional de Letras e Linguística/IV Simpósio Internacional de Letras e Linguística).
Local: Evento realizado pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU – Uberlândia – MG.
Data: 20, 21 e 22 de novembro de 2013.



RAFAEL ANDRADE



Trabalho apresentado: "Fez muito bem. Homem que é homem não aceita traição. Mostrou que é macho": O funcionamento das relações de poder na novela Gabriela.

Natureza: Artigo + apresentação + resumo

Evento: IV CONALI - Congresso Nacional de Linguagens em Interação: Múltiplos Olhares

Local: Universidade Estadual de Maringá

Data: 05, 06 e 07 de Junho de 2013.



Trabalho apresentado: "EU tenho poder, posso mudar porque tenho poder": Por uma análise do discurso do poder em canção do rapper Marcelo D2.

Natureza: Apresentação + resumo

Evento: IV CONALI - Congresso Nacional de Linguagens em Interação: Múltiplos Olhares

Local: Universidade Estadual de Maringá

Data: 05, 06 e 07 de Junho de 2013.

  

Trabalho apresentado: "É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer": Estudo da parrhesia no discurso de Carlos Marighella.

Natureza: Apresentação + resumo

Evento: 8º SPLE - Seminário de Pesquisa em Letras.

Local: Universidade Estadual de Maringá

Data: 13 e 14 de Novembro de 2013.



Palestra: A concepção de educação em Antônio Gramsci.

Natureza: Ouvinte

Local: Universidade Estadual de Maringá

Data: 18 de Maio de 2013.


 

Artigo: O ethos como estratégia de leitura: uma possível contribuição da análise de discurso para a educação linguística.

Natureza: Publicação (O artigo já está com parecer favorável)

Revista: Diálogos & Saberes - FAFIMAN. (ISSN 1806-8545 impressa e ISSN 2176-3836 on-line)


segunda-feira, 2 de setembro de 2013


INFORMAÇÕES SOBRE O SILEL - UBERLÂNDIA - 2013

Informamos que as inscrições para apresentação de comunicações nos GT foram prorrogadas até 08 de setembro de 2013, devido a problemas no sistema de inscrição. As inscrições para apresentação de painéis serão de Informamos que as inscrições para apresentação de comunicações nos GT foram prorrogadas até 08 de setembro de 2013, devido a problemas no sistema de inscrição. As inscrições para apresentação de painéis serão de 14/07/2013 a 12/09/2013 e as inscrições para ouvintes de 12/09/2013 a 15/11/2013./07/2013 a 12/09/2013 e as inscrições para ouvintes de 12/09/2013 a 15/11/2013.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LÍNGUA E LITERATURA NA FRONTEIRA SUL (Michel Foucault). O evento acontecerá na Universidade Federal da Fronteira Sul (Chapecó). Até o dia 15/09, estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalho em simpósio.
O evento contará com a presença de Geraldi e de Eni Orlandi.
Maiores informações no site: http://fronteirasul2013.wordpress.com/

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A aluna de mestrado Daniela Polla defenderá sua dissertação no dia 26/08/2013, nas dependências do câmpus da UEM, Maringá. A sala e o horário serão confirmados neste site.
Em outubro acontecerá no Rio de Janeiro o VIII COLÓQUIO INTERNACIONAL MICHEL FOUCAULT.
O evento ocorrerá entre os dias 22 e 25 de outubro de 2013. Maiores informações no endereço eletrônico: http://www.internacionalfoucault2013.com/

segunda-feira, 1 de abril de 2013

VERDADE E PODER




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VERDADE E PODER
Michel Foucault
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 Orientação: Prof. Dr. Pedro Navarro
Organização: Rafael Andrade Moreira
E-mail:  r.andrademoreira@gmail.com



            Nesta entrevista, publicada no livro Microfísica do poder, Michel Foucault irá tratar da relação entre verdade, poder e discurso. A problemática que guia o filósofo em seus estudos, nos anos de 1950-55, se baseia no problema do estatuto político da ciência e as funções ideológicas que podiam veicular. As palavras que resumiam essa perspectiva eram saber e poder.
            Tomando um saber como a psiquiatria, em contraposição a física teórica ou a química orgânica, Foucault alerta que não poderíamos, em relação a esse campo do conhecimento, apreender de forma segura o entrelaçamento dos efeitos de poder e saber. Em o Nascimento da clínica a mesma questão foi posta. Em suas palavras, a medicina “certamente possui uma estrutura muito mais sólida do que a psiquiatria, mas também está enraizada profundamente nas estruturas sociais” (FOUCAULT, 2012, p. 36).
            Se atentando para esse fato, Foucault vai explicar que em certos saberes, como a biologia, a economia política, a psiquiatria e a medicina, os ritmos das transformações não obedeciam aos esquemas suaves e contínuos de desenvolvimento que normalmente se admitia. Diante disso, o seu problema não era a consideração da perpetuação da descontinuidade, em que se poderia ficar nela, mas como seria possível, em certos momentos e em certas ordens de saber, mudanças bruscas, precipitações de evolução que não corresponderiam às imagens tranquilas das continuidades. Para o filósofo o que está em questão não será o que rege os enunciados e a forma como eles se regem entre si para constituir um conjunto de proposições aceitáveis e suscetíveis de serem verificadas por procedimentos científicos. A questão não será a de saber qual seria o poder que agiria do exterior sobre a ciência, e sim quais os efeitos de poder que circulariam entre os enunciados científicos.
            Dessa problemática dos efeitos de poder, que derivam de uma rede discursiva, Foucault vai considerar o conceito de acontecimento. Para ele, ao se tratar do acontecimento, temos um problema em distingui-los: diferenciar as redes e os níveis a que pertencem e reconstituir os fios que os ligam e que fazem com que se engendrem uns aos outros. Para o autor de arqueologia do saber, as relações de sentidos, nesse caso, passariam a ser consideradas não como relações de sentidos, e sim como belicosas. Em suas próprias palavras,
Creio que aquilo que deve ter como referência não é o grande modelo da língua e dos signos, mas sim da guerra e da batalha. A historicidade que nos domina e nos determina é belicosa e não linguística. Relação de poder, não relação de sentido. A história não tem “sentido”, o que não quer dizer que seja absurda ou incoerente. Ao contrário, é inteligível e deve poder ser analisada em seus menores detalhes, mas segundo a inteligibilidade das lutas, das estratégias, das táticas. (FOUCAULT, 2012, p. 41).

            Ou seja, para Foucault nem a dialética e nem a semiótica poderiam dar conta do que é inteligível sem levar em consideração esse “olhar oblíquo” para o caráter violento do funcionamento das relações de poder nas constituições dos sentidos.
            Ainda nesse quadro “metodológico”, Foucault observa como esses problemas de constituição poderiam ser resolvidos. Para isso, vai abordá-los no interior de uma trama histórica, em vez de remetê-los a um sujeito constituinte. Sua perspectiva se baseia em uma analítica que possa dar conta da constituição do sujeito na trama histórica. A isso ele vai chamar de genealogia. Ou seja, “uma forma de história que dê conta da constituição dos saberes, dos discursos, dos domínios de objeto etc., sem ter que se referir a um sujeito, seja ele transcendente com relação ao campo de acontecimentos, seja perseguindo sua identidade vazia ao longo da história” (FOUCAULT, 2012, p. 43).
            Ao abordar, por exemplo, a questão da repressão, sem levar em consideração essa perspectiva, ela poderia ser inadequada para dar conta do que existe justamente de produtor no poder. “Quando se definem os efeitos de poder pela repressão, tem-se uma concepção puramente jurídica desse mesmo poder; identifica-se o poder a uma lei que diz não. O fundamental seria a força da proibição” (FOUCAULT, 2012, p. 45). Para Foucault, o poder não pode ser analisado somente como uma instituição repressora, responsável somente por punir. O poder não somente pesa como uma força punitiva, ele permite, também, o “produzir”. Ele induz ao prazer, a forma saber e produz discurso.

Deve-se considerá-lo como uma rede produtiva que atravessa todo o corpo social muito mais do que uma instância negativa que tem por função reprimir. Em Vigiar e punir o que eu quis mostrar foi como, a partir dos séculos XVII e XVIII, houve verdadeiramente um desbloqueio tecnológico da produtividade do poder. As monarquias da época clássica não só desenvolveram grandes aparelhos de Estado – exército, polícia, administração local –, mas instauraram o que se poderia chamar uma nova “economia” do poder, isto é, procedimentos que permitissem fazer circular os efeitos de poder de forma ao mesmo tempo contínua, ininterrupta, adaptada e “individualizada” em todo o corpo social. (FOUCAULT, 2012, p. 45).

            Essas novas técnicas seriam muito mais eficazes e muito menos caras e dispendiosas das técnicas usadas e que se baseavam sobre uma mistura de tolerância e o castigo.
            Assim, para Foucault, a verdade não poderia existir fora de uma relação de poder. A verdade “é deste mundo; ela é produzida nele graças as múltiplas coerções e nele produz efeitos regulamentados de poder” (FOUCAULT, 2012, p. 52). Em cada sociedade há regimes de verdades e políticas gerais de verdade. Isto é,

Os tipos de discurso que ela acolhe e faz funcionar como verdadeiros; os mecanismos e as instâncias que permitem distinguir os enunciados verdadeiros dos falsos, a maneira como se sanciona uns e outros; as técnicas e os procedimentos que são valorizados para a obtenção da verdade; o estatuto daqueles que têm o encargo de dizer o que funciona como verdadeiro. (FOUCAULT, 2012, p. 52).

            Na sociedade, a “economia política” da verdade, segundo Foucault (2012), vai ter cinco características historicamente importantes. Segue o quadro.

“Economia política” da verdade (p. 52).
1ª Característica
A “verdade” é centrada na forma do discurso científico e nas instituições que o produzem.
2ª Característica
Está submetida a uma constante incitação econômica e política. (necessidade de verdade tanto para a produção econômica, quanto para o poder político).
3ª Característica
É objeto, de várias formas, de uma imensa difusão e de um imenso consumo (circulação nos aparelhos de educação ou de informação, cuja extensão no corpo social é relativamente grande, não obstante algumas limitações rigorosas)relativamente grande, nç(circulaça produçer cinco caracter falsos, a maneira como se sanciona uns e outros; as t
4ª Característica
É produzida e transmitida sob o controle, não exclusivo, mas dominante, de alguns grandes aparelhos políticos ou econômicos (universidade, exército, escritura, meios de comunicação).
5ª Característica
É objeto de debate político e de confronto social (as lutas “ideológicas”).
  
            Foucault vai pensar a verdade como um conjunto de regras segundo as quais se distingue o verdadeiro do falso e se atribui ao verdadeiro efeitos específicos de poder. Para o filósofo francês, os problemas políticos precisavam ser pensados não em termos de “ciência/ideologia”, mas em termos de “verdade/poder”. Para encerrar a discussão nessa entrevista, e deixar um pouco mais claro o seu intuito, Foucault (2012) propõe algumas proposições sobre o que considera a verdade em sua relação com o poder:

Seis proposições foucaultianas (p. 54)
Primeira proposição
Por “verdade”, entender um conjunto de procedimentos regulados para a produção, a lei, a repartição, a circulação e o funcionamento dos enunciados.
Segunda proposição
A “verdade” está circularmente ligada a sistema de poder, que a produzem e apóiam, e a efeitos de poder que ela induz e que a reproduzem. “Regime” de verdade.
Terceira proposição
Esse regime não é simplesmente ideológico ou superestrutural; foi uma condição de formação e desenvolvimento do capitalismo. É ele que, com algumas modificações, funciona na maior parte dos países socialistas.
Quarta proposição
O problema político essencial para o intelectual não é criticar os conteúdos ideológicos que estariam ligados à ciência ou fazer com que sua prática científica seja acompanhada por uma ideologia justa; mas saber se é possível constituir uma nova política da verdade. O problema não é mudar a “consciência” das pessoas, ou o que elas têm na cabeça, mas o regime político, econômico, institucional de produção da verdade.
Quinta proposição
Não se trata de libertar a verdade de todo sistema de poder – o que seria quimérico à medida que a própria verdade é poder –, mas de desvincular o poder da verdade das formas de hegemonia (sociais, econômicas, culturais) no interior das quais ela funciona no momento.
Sexta proposição
A questão política não é erro, a ilusão, a consciência alienada ou a ideologia; é a própria verdade.


Referências

FOUCAULT, Michel. Verdade e poder. In: FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Organização, introdução e revisão técnica de Roberto Machado. 25ª ed. São Paulo: Graal, 2012.